Beber muita água? Cuidado com o excesso de hidratação!

Hidratação a mais pode ter consequências. Lê até ao fim.

 

A água é a bebida mais consumida no mundo. Ela é essencial à sobrevivência humana e ao bom funcionamento do organismo, para além de que é barata e não tem calorias. Recordamos que cerca de 65% do nosso organismo é constituído por água.

A água tem variadas funções: ajuda na filtração renal, na eliminação das toxinas, hidrata a pele, o cabelo, e o intestino, melhorando o seu funcionamento.

 

Qual o tipo de água mais aconselhado?

Para o organismo não há diferença entre a água mineral e a água filtrada. Ambas possuem os mesmos eletrólitos (sódio, cálcio e potássio) em diferentes concentrações. Apesar de a água mineral possuir um pH alcalino e menor quantidade de oligominerais (como o magnésio), a água filtrada, quando tratada, pode ser ingerida sem problemas.

 

Mas qual a quantidade que devemos ingerir diariamente?

Este é um cálculo que deve ser feito caso a caso. Vejamos:

Os hábitos alimentares devem ser tidos em conta, uma vez que também podem ser fontes de água. Por exemplo, quem come muitas verduras e frutas pode necessitar de beber menos água, enquanto aqueles que ingerem muito sal vão precisar de uma quantidade maior de água.

Para além disso, deve ter-se também em conta a idade, o peso, o nível de atividade física, o clima, a função renal, e o grau de hidratação (através de exames adequados). Também se pode recorrer a um simples cálculo: uma pessoa adulta saudável pode tomar cerca de 35ml de água por cada Kg de peso. Assim, uma pessoa que pese 75kg deveria ingerir 2625ml de água por dia.

 

O consumo de água em excesso pode trazer graves problemas

O excesso de água pode levar a um quadro de confusão mental e hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue).

No entanto, para haver uma sobrecarga renal ou um edema cerebral causado pelo excesso de água, a pessoa teria que consumir cerca de 7L por dia, algo que não é o padrão normal.

Os casos mais frequentes de problemas ocorridos devido ao excesso de água foram em desportistas. No entanto estes foram casos em que houve um excesso considerável de consumo de água.

Os primeiros casos de mortes associadas ao excesso de hidratação ocorreram nos anos 80, em competições de longa duração como o triatlo ou ultramaratona. Os efeitos sentidos são um aumento da pressão intracraniana, dores de cabeça, confusão mental, náuseas e vómitos, e nos casos mais graves pode causar convulsões, coma e mesmo a morte.

Um estudo recente revelou que ultimamente houve um aumento de casos associados ao excesso de hidratação em atletas praticantes de desportos de equipa, maratonas e até prática de yoga.

Assim, recomendamos que te hidrates correctamente, dando ao teu organismo apenas a água que este necessita. Sabemos que nos dias de hoje existe uma “histeria” no consumo de água pelo facto de se ter generalizado a ideia de que beber muita água “faz bem à saúde”. Como em tudo, a moderação é o caminho certo.

 

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